Nova lei eleitoral vai exigir criatividade

5 de abril de 2016

Felippe

por Felippe Malta

A Lei nº 13.165/2015, que provocou mudanças nas regras para a campanha eleitoral, irá trazer muitos desafios para as eleições de 2016 no que diz respeito ao marketing. A legislação trouxe uma diminuição do tempo de TV para os programas eleitorais, mas ao mesmo tempo aumenta as inserções avulsas de 30 segundos, principalmente em horários nobres, nos quais estão os programas de maior audiência e também os maiores anunciantes com verbas robustas para a produção.

O maior desafio para o marketing político será dividir este espaço com grandes marcas e se tornar relevante para o público. A produção de um vídeo em horário nobre é determinante para que o telespectador não troque o canal durante o intervalo de seus programas favoritos. Será uma competição direta entre políticos e marcas na disputa pela atenção da massa. É neste momento que o bom profissional de comunicação terá que usar sua maior aliada: a criatividade.

Espera-se com isso que os programas deste ano apresentem conteúdos e formas inovadoras de produção e saiam da mesmice que faz o telespectador se desinteressar ainda mais pela política. Outro aspecto importante e criativo é saber usar a tecnologia a nosso favor, buscando alternativas viáveis dentro do atual cenário. Neste item específico, pela nova lei os candidatos poderão investir em promoção de conteúdo na internet durante o período pré-eleitoral (até 15 de agosto).

Este movimento on-line pode ser determinante para o resultado das urnas. Não me refiro aqui somente aos posts patrocinados em redes sociais e acúmulo de seguidores e fãs, mas sim de análise e coleta de dados permitidos por lei e que vão traçar o perfil destes seguidores através de inúmeras ferramentas disponíveis na grande rede. Isso gera subsídios para campanha na web durante o período eleitoral, onde o investimento financeiro não será mais permitido. Coletando o máximo de dados no período de pré-campanha o candidato poderá segmentar os eleitores e posteriormente se comunicar de forma personalizada com eles.

Além disso, a web pode servir de grande plataforma para arrecadação financeira de pessoas físicas. Quando se tem uma análise e coleta adequada de dados fica mais fácil identificar o eleitor que tem maior probabilidade de doar para campanha x ou y, e com isso abordá-lo de forma mais eficaz.

Artigo originalmente publicado no Diário Catarinense, no dia 05/04/2016.